Cadê o Sururu?

Instantes de prazer e agonia se revezam, confundem a mente. O ar limpo da Barra Nova e o fétido canal da Levada. A sedutora Massagueira de Dentro e a indecente foz do Rio Mundaú. Coqueiral e casas de taipa no Cadoz, miséria e barracos na Sururu de Capote. Garça voa. Desgraça à tôa. Bala perdida mata mais um no Dique Estrada. Paz e silêncio na ilha comprada por um italiano. A cada olhar, a lagoa chora e sorri.

(Do jornalista Maurício Gonçalves, em reportagem sobre o desaparecimento do sururu em Alagoas, publicada no jornal Gazeta de Alagoas, no último dia 14 de dezembro)

O fragmento de texto acima dispensa comentários. Maurício é um dos jornalistas alagoanos que mais vêm conquistando a admiração da blogueira. Sensibilidade e poesia onde muitos só enxergariam um simples fato. Não foi à tôa que todo o caderno de Cidades da Gazeta daquele domingo foi preenchido com essas belas matérias. Vale comprar a edição atrasada…

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