Seu Gógli

Na fila do banco, atendo ao telefonema da minha avó:

– Deliê, chegou uma carta aqui em casa pra você.

– Certo, de quem?

– Do “Seu Gógli”.

– De quem??!!

– Do “Seu Gógli”.

– Vozinha, por favor soletre o nome desse distinto senhor…

G-O-O-G-L-E. Gógli.

De repente, todos no banco observavam a minha crise de riso.

Coisas que só a minha avó proporciona. Vale até um Putz!, não acham?!

😉

Nas coxas? Não… nas bolas!

Para quem estava com saudades, o Putz! voltou. E com uma história bem… hum… bem quase picante, vamos dizer assim. Diretamente do mundo esportivo para o Fala Cassilda! e contada exclusivamente pela experiente repórter alagoana Fernanda Medeiros.

Certa vez, conta Fernanda, lá pelos anos de 1990, ela cobria um jogo de futebol entre o time Clube de Regatas Brasil (o CRB) e algum outro adversário fora de questão. Questão mesmo é que, num bate-rebate dentro de campo, determinado jogador caiu ferido à beira do gramado.

Fernanda (ou Fernandinha, como é conhecida na redação), que assistia a tudo atentamente e fazia relatos ao vivo para a rádio Progresso, não perdeu tempo, se meteu entre os enfermeiros e lá foi conferir o que havia acontecido. Jogador estendido na grama, mão enfiada entre as pernas, cara de sofrimento e médico com ar de preocupação.

A repórter entra no ar, para todos os ouvintes da rádio Progresso:

– Vamos agora falar com o médico do CRB. Doutor, a pancada foi na virilha??

O médico, já a par de toda a situação, encarou Fernandinha e soltou, sem dó nem piedade da jornalista:

– Não, foi nas bolas!

E, ao vivo mesmo, os colegas, comentaristas e narrador, não perdoaram:

– Tá vendo, Fernandinha, quem mandou ser tão curiosa??

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A história citada acima é verídica e foi contada pela própria jornalista Fernanda Medeiros, que tem mais de 15 anos de carreira e, antes de chegar ao jornalismo impresso, passou pela rádio Progresso e pela rádio Jornal, ambas em Alagoas. Hoje ela atua no jornal Gazeta de Alagoas, como repórter da editoria de Esportes e como editora de Religião .

Cadê a caixa preta?

Genteee, presença ilustre no Cassilda! Ninguém menos que Gésia Malheiros dá o ar da graça por aqui, adivinham em que seção?

Uma chance.. Duas.. Isso mesmo!

Diretamente dos bastidores da TV Pajuçara para o Putz!. E a história não foi contada ao pé do ouvido não, foi abertamente compartilhada pela experiente jornalista.

Agora é aquela velha história: “No início da carreira…” hehehe Mas tá valendo!

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Pois bem, Gésia Malheiros, no início da carreira de jornalista, lá em meados dos anos 1990, cobria um episódio do tipo factual, para o então recém-criado O Jornal (diário impresso alagoano). “Eu fazia parte da primeira leva de repórteres”, ela lembra.

E o tal episódio era um dos primeiros a serem cobertos pela jovem jornalista: um acidente em que um ônibus desgovernado havia invadido uma casa no bairro da Ponta Grossa, derrubando muros, ferindo várias pessoas e por aí vai. Mais detalhes com a própria protagonista: “Juntou gente, cachorro e galinha no lugar”.

Gente, cachorro, galinha e… repórteres, como ela própria, que chegou acompanhada por um experiente (e gaiato) repórter fotográfico – é, estou diferenciando um pouco repórteres de gente.

Companheiro que era, o homem das imagens sugeriu à jovem colega que fosse saber dos funcionários da empresa de viação qual a causa para tamanho acidente. “Eu fui lá, perguntei e ninguém sabia. Aí voltei para perto dele”. Ela voltou e ele, aproveitando-se da nobreza da futura produtora de TV – como diria Chapolin Colorado – jogou a pegadinha:

– E por que você não pergunta se eles vão abrir a caixa preta do ônibus??

E lá foi a Gésia passar por um dos primeiros constrangimentos jornalísticos da carreira. Constrangimento que rendeu, além de uma matéria quentinha no dia seguinte, altas gargalhadas na redação.

Dizem as más línguas, inclusive, que é por isso que todo novo estagiário da TV Pajuçara tem que ser batizado de forma inusitada. Mas essa já é outra história…

(Gésia Malheiros é, atualmente, produtora da TV Pajuçara, a segunda maior emissora do Estado, filiada à Rede Record. Por isso, você que já passou por uma dessas, fique sossegada/o… 😉 )

E na hora do banho…

Era época de procriação taturânica quando Davi Soares – ele mesmo, o recordista aqui no Putz! – falava ao telefone com famoso sociólogo alagoano.

Integrante do Movimento Social Contra a Criminalidade (MSCC), o tal sociólogo era entrevistado essencial para a matéria que o jornalista produzia para a editoria de Política do jornal Gazeta de Alagoas.

Pena que Davi acertou numa hora inconveniente para telefoná-lo:

– Oi Davi, estou tomando banho. Me liga daqui a pouco que eu te atendo, tá?

Até aí tudo bem. Ninguém pode imaginar o que alguém faz do outro da linha quando atende ao telefone.

Pena mesmo foi a pergunta que nosso colega, ansioso pela entrevista, lançou ao sociólogo, logo que retornou a ligação:

– Oi, sou de novo, o Davi. E aí o senhor já se enxugou??

o.O

(Como é mesmo aquele recurso sonoro muito usado em games? “Ion ion ion”…)

A balusa

Depois do belo Making Off produzido pelo fotojornalista José Feitosa, mais um Putz!, só para não perder o prazer de se vangloriar pela gafe alheia.

Esse foi a própria protagonista, a jornalista Paula Felix, que relatou via MSN. Eis o bate-papo:

Paula: Ei, tenho um Putz! pra vc
Cassilda: É nada! Conta aí!
Paula: Bom, a jornalista atende ao telefone que está ao seu lado
…na linha, um senhor avisa que “na sessão de arte, passaria novamente o filme da semana passada”
…a repórter, solícita, diz q vai passar para alguém da editoria de cultura do jornal
…mas o educado senhor fala q basta anotar o recado, liberando o nome do filme, em seguida
…(ele fala uma vez, duas vezes)
“- Como? O senhor pode repetir?”
…na terceira vez, a repórter decide anotar o nome do jeito que ouviu e passar o recado para a editora

O diálogo com a editora:

– A sessão de arte vai passar o filme “A Balusa”.
– Certo, obrigada…
– O nome do filme é “A Balusa” mesmo?
– Não, é Appaloosa. Nome de uma raça de cavalo.

=S

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* Paula Felix é jornalista e, atualmente, escreve para o caderno de Economia do jornal Gazeta de Alagoas.

Fokker 100? Boeing 737?

Tentei me controlar para deixar o tempo passar, mas não consegui. Então eis um digníssimo Putz!, furando fila entre tantos outros à espera de publicação.

O jornalista recebe um convite para cobrir um evento especial, fora do Estado de Alagoas. A editora o adianta que ele não precisa se preocupar com os custos da viagem, que será feita pelos ares, de avião.

Empolgado com a novidade, o jornalista recebe a ficha de cadastro do referido evento e põe-se a preenchê-la na redação:

Nome: Fulano de Tal *
Função: Jornalista
Estado: Alagoas
Veículo: ?????

“Veículo??”, pensou o nobre jornalista, milésimos de segundos antes de se virar para a editora: “Você não disse que a viagem ia ser de avião?”

:O

* Nome fictício, utilizado para preservar a integridade do jornalista

Gafes de estagiários

Finalizando a migração dos Putz! já postados, mais duas gafes divertidíssimas, desta vez protagonizadas por estagiários. Vale lembrar que a seção virou categoria e aparece agora na página principal. E ainda fica mais fácil comentar nos posts. Ah, se quiserem entregar os nomes dos protagonistas, fiquem à vontade. 😉

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Toca Sanfona!

Nossa querida estagiária estava em suas primeiras semanas na redação de um grande e antigo jornal impresso de Alagoas. Gente nova, amizades em potencial e, principalmente, “coisa que só a peste” para aprender. Por exemplo, que no referido jornal, pauta engavetada era chamada de “pauta na sanfona”, já que ficava guardada em uma pasta de formato semelhante ao instrumento musical.

Pois o nefasto estágio começou com uma gafe digna de primeira página…do Putz!. Uma das responsáveis pelo relatório diário de pautas, a pequena foca notou que havia uma pauta que nunca saía do relatório: “Repórter Fulano: pauta na sanfona”. Era pautada diariamente, para diferentes repórteres e jamais concretizada.

Curiosa, não hesitou em questionar à estagiária mais experiente:

– Minha gente, esse sanfoneiro não cansa de esperar a reportagem, não??!

(A história acima é verídica e foi relatada, depois de muita insistência, pela própria estagiária, que me fez jurar que não revelaria seu nome. Ela disse que não teria graça nenhuma na publicação. Eu não acho.. Mas hehe Mas respeito é respeito, não é?)

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O dia em que fui traído…

E lá vai mais uma de estagiário. Essa é boa e tem tudo a ver com a discussão do último post sobre o uso – ou não – de gravadores durante nossas entrevistas.

Era uma vez um estudante de jornalismo chamado RaFhael Barbosa… Era uma vez um fiel gravador de voz analógico que ele possuía – ou, se brincar, ainda possui… Era uma vez uma entrevista com um figurão do mercado tecnológico de Alagoas…

E nessa historinha, o estudante chamado RaFhael enfia o fiel gravador analógico na bolsa e sai para entrevistar o figurão em questão. Durante o papo, eis que o gravador mostra que de fiel não tem muita coisa e começa a engasgar – isso: engasgar!

Demonstrando tranqüilidade, RaFhael pausa a entrevista e dá um tapinha no aparelho, que volta a funcionar normalmente… até engasgar de novo, minutos depois.

Nova pausa. Novo tapinha no gravador e o entrevistado sorri: “Tudo bem”… (???)

Para desespero do estudante, o bicho engasga pela terceira vez. Já um tanto constrangido com tamanha infidelidade do parceiro, RaFhael – insistente que é – mexe pra lá, mexe pra cá, aperta o “REC” mais uma vez e continua a entrevista.

Quarto engasgo. Entrevistador e entrevistado se olham. E é a vez do entrevistado – ressalte-se, grande nome da tecnologia local – se manifestar:

– Por que você não usa um gravador digital?

Melhor resposta não haveria:

– Porque não confio no bom funcionamento de gravadores digitais.

(A história acima é verídica e foi relatada pelo próprio Rafhael Barbosa, que já colou grau e trabalha para a editoria de Cultura do jornal Gazeta de Alagoas)