Gafes de estagiários

Finalizando a migração dos Putz! já postados, mais duas gafes divertidíssimas, desta vez protagonizadas por estagiários. Vale lembrar que a seção virou categoria e aparece agora na página principal. E ainda fica mais fácil comentar nos posts. Ah, se quiserem entregar os nomes dos protagonistas, fiquem à vontade. 😉

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Toca Sanfona!

Nossa querida estagiária estava em suas primeiras semanas na redação de um grande e antigo jornal impresso de Alagoas. Gente nova, amizades em potencial e, principalmente, “coisa que só a peste” para aprender. Por exemplo, que no referido jornal, pauta engavetada era chamada de “pauta na sanfona”, já que ficava guardada em uma pasta de formato semelhante ao instrumento musical.

Pois o nefasto estágio começou com uma gafe digna de primeira página…do Putz!. Uma das responsáveis pelo relatório diário de pautas, a pequena foca notou que havia uma pauta que nunca saía do relatório: “Repórter Fulano: pauta na sanfona”. Era pautada diariamente, para diferentes repórteres e jamais concretizada.

Curiosa, não hesitou em questionar à estagiária mais experiente:

– Minha gente, esse sanfoneiro não cansa de esperar a reportagem, não??!

(A história acima é verídica e foi relatada, depois de muita insistência, pela própria estagiária, que me fez jurar que não revelaria seu nome. Ela disse que não teria graça nenhuma na publicação. Eu não acho.. Mas hehe Mas respeito é respeito, não é?)

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O dia em que fui traído…

E lá vai mais uma de estagiário. Essa é boa e tem tudo a ver com a discussão do último post sobre o uso – ou não – de gravadores durante nossas entrevistas.

Era uma vez um estudante de jornalismo chamado RaFhael Barbosa… Era uma vez um fiel gravador de voz analógico que ele possuía – ou, se brincar, ainda possui… Era uma vez uma entrevista com um figurão do mercado tecnológico de Alagoas…

E nessa historinha, o estudante chamado RaFhael enfia o fiel gravador analógico na bolsa e sai para entrevistar o figurão em questão. Durante o papo, eis que o gravador mostra que de fiel não tem muita coisa e começa a engasgar – isso: engasgar!

Demonstrando tranqüilidade, RaFhael pausa a entrevista e dá um tapinha no aparelho, que volta a funcionar normalmente… até engasgar de novo, minutos depois.

Nova pausa. Novo tapinha no gravador e o entrevistado sorri: “Tudo bem”… (???)

Para desespero do estudante, o bicho engasga pela terceira vez. Já um tanto constrangido com tamanha infidelidade do parceiro, RaFhael – insistente que é – mexe pra lá, mexe pra cá, aperta o “REC” mais uma vez e continua a entrevista.

Quarto engasgo. Entrevistador e entrevistado se olham. E é a vez do entrevistado – ressalte-se, grande nome da tecnologia local – se manifestar:

– Por que você não usa um gravador digital?

Melhor resposta não haveria:

– Porque não confio no bom funcionamento de gravadores digitais.

(A história acima é verídica e foi relatada pelo próprio Rafhael Barbosa, que já colou grau e trabalha para a editoria de Cultura do jornal Gazeta de Alagoas)

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Gravador: usá-lo ou não usá-lo?

Deixe de ser burra!

(A excêntrica figura popular Tororó do Rojão, em entrevista à quase – falta bem pouco – jornalista Paula Felix. Na ocasião, ela preferiu não usar gravador de voz e pediu, gentilmente, que Tororó repetisse algumas datas. Não deu outra…)

Agradabilíssimo meu último sábado à tarde. As amigas Kassia Nobre e Paula Felix, as jornalistas Carla Serqueira e Erika Morais, uma colega chamada Sumaia (fugiu-me o sobrenome) e eu, estivemos reunidas no Shopping Farol a papear sobre jornalismo.

Livros, revistas e textos avulsos se espalharam sobre a pequena mesa, que ficou ainda menor em meio à nossa sintonia. Estiveram presentes em nossos verbos também os autores Edvaldo Pereira Lima, Heródoto Barbeiro, Eliane Brum, dentre vários outros que serviram de inspiração para nosso entusiasmo.

E no meio do papo, eis que surge a questão: usar ou não usar gravador de voz durante as entrevistas?

Argumentos a favor:

1. Você não corre o risco de se perder na entrevista e terá sempre a fala do entrevistado exatamente como ela foi dita;

2. Enquanto você faz a entrevista, pode observar tranqüilamente o ambiente, facilitando futuras descrições, coisa essencial ao jornalismo literário…

Contra:

1. O gravador pode intimidar o entrevistado e ele corre o risco de perder a espontaneidade;

2. Você pode se acomodar ao uso do equipamento e correr o risco de ficar na mão, caso o bicho resolva não funcionar…

E por aí foi. Conclusão da jornalista Erika Morais: cada entrevista é um caso diferente. Cabe à/ao própria/o jornalista avaliar quando usar ou não o gravador.

Opinião pessoal: concordo com Erika, mas não abro de papel e caneta, mesmo quando utilizo o gravador. Isso me ajuda a não perder de vista os focos da entrevista.

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Aliás, a jornalista Erika Morais – que veio de São Paulo e passa uns dias em Maceió – participa de novo bate-papo no próximo sábado, para quem se interessar em debater sobre jornalismo literário. Por enquanto, o encontro está marcado no Espaço Cultural da Ufal, na Praça Sinimbu, às 14h e 30min. Qualquer alteração informo aqui no blog.

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Aliás 2! A estudante de jornalismo e amiga Paula Felix apresenta seu Trabalho de Conclusão de Curso na próxima quinta-feira à tarde, na Ufal. O tema: uma grande-reportagem perfil sobre… ele mesmo! Tororó do Rojão. Confiram!

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Aliás 3 (último! prometo!): vejam um Putz! exclusivo com o estudante de jornalismo Rafhael Barbosa, que teve um problemão usando um gravador de voz analógico.