Nas coxas? Não… nas bolas!

Para quem estava com saudades, o Putz! voltou. E com uma história bem… hum… bem quase picante, vamos dizer assim. Diretamente do mundo esportivo para o Fala Cassilda! e contada exclusivamente pela experiente repórter alagoana Fernanda Medeiros.

Certa vez, conta Fernanda, lá pelos anos de 1990, ela cobria um jogo de futebol entre o time Clube de Regatas Brasil (o CRB) e algum outro adversário fora de questão. Questão mesmo é que, num bate-rebate dentro de campo, determinado jogador caiu ferido à beira do gramado.

Fernanda (ou Fernandinha, como é conhecida na redação), que assistia a tudo atentamente e fazia relatos ao vivo para a rádio Progresso, não perdeu tempo, se meteu entre os enfermeiros e lá foi conferir o que havia acontecido. Jogador estendido na grama, mão enfiada entre as pernas, cara de sofrimento e médico com ar de preocupação.

A repórter entra no ar, para todos os ouvintes da rádio Progresso:

– Vamos agora falar com o médico do CRB. Doutor, a pancada foi na virilha??

O médico, já a par de toda a situação, encarou Fernandinha e soltou, sem dó nem piedade da jornalista:

– Não, foi nas bolas!

E, ao vivo mesmo, os colegas, comentaristas e narrador, não perdoaram:

– Tá vendo, Fernandinha, quem mandou ser tão curiosa??

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A história citada acima é verídica e foi contada pela própria jornalista Fernanda Medeiros, que tem mais de 15 anos de carreira e, antes de chegar ao jornalismo impresso, passou pela rádio Progresso e pela rádio Jornal, ambas em Alagoas. Hoje ela atua no jornal Gazeta de Alagoas, como repórter da editoria de Esportes e como editora de Religião .

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Gafes de estagiários

Finalizando a migração dos Putz! já postados, mais duas gafes divertidíssimas, desta vez protagonizadas por estagiários. Vale lembrar que a seção virou categoria e aparece agora na página principal. E ainda fica mais fácil comentar nos posts. Ah, se quiserem entregar os nomes dos protagonistas, fiquem à vontade. 😉

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Toca Sanfona!

Nossa querida estagiária estava em suas primeiras semanas na redação de um grande e antigo jornal impresso de Alagoas. Gente nova, amizades em potencial e, principalmente, “coisa que só a peste” para aprender. Por exemplo, que no referido jornal, pauta engavetada era chamada de “pauta na sanfona”, já que ficava guardada em uma pasta de formato semelhante ao instrumento musical.

Pois o nefasto estágio começou com uma gafe digna de primeira página…do Putz!. Uma das responsáveis pelo relatório diário de pautas, a pequena foca notou que havia uma pauta que nunca saía do relatório: “Repórter Fulano: pauta na sanfona”. Era pautada diariamente, para diferentes repórteres e jamais concretizada.

Curiosa, não hesitou em questionar à estagiária mais experiente:

– Minha gente, esse sanfoneiro não cansa de esperar a reportagem, não??!

(A história acima é verídica e foi relatada, depois de muita insistência, pela própria estagiária, que me fez jurar que não revelaria seu nome. Ela disse que não teria graça nenhuma na publicação. Eu não acho.. Mas hehe Mas respeito é respeito, não é?)

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O dia em que fui traído…

E lá vai mais uma de estagiário. Essa é boa e tem tudo a ver com a discussão do último post sobre o uso – ou não – de gravadores durante nossas entrevistas.

Era uma vez um estudante de jornalismo chamado RaFhael Barbosa… Era uma vez um fiel gravador de voz analógico que ele possuía – ou, se brincar, ainda possui… Era uma vez uma entrevista com um figurão do mercado tecnológico de Alagoas…

E nessa historinha, o estudante chamado RaFhael enfia o fiel gravador analógico na bolsa e sai para entrevistar o figurão em questão. Durante o papo, eis que o gravador mostra que de fiel não tem muita coisa e começa a engasgar – isso: engasgar!

Demonstrando tranqüilidade, RaFhael pausa a entrevista e dá um tapinha no aparelho, que volta a funcionar normalmente… até engasgar de novo, minutos depois.

Nova pausa. Novo tapinha no gravador e o entrevistado sorri: “Tudo bem”… (???)

Para desespero do estudante, o bicho engasga pela terceira vez. Já um tanto constrangido com tamanha infidelidade do parceiro, RaFhael – insistente que é – mexe pra lá, mexe pra cá, aperta o “REC” mais uma vez e continua a entrevista.

Quarto engasgo. Entrevistador e entrevistado se olham. E é a vez do entrevistado – ressalte-se, grande nome da tecnologia local – se manifestar:

– Por que você não usa um gravador digital?

Melhor resposta não haveria:

– Porque não confio no bom funcionamento de gravadores digitais.

(A história acima é verídica e foi relatada pelo próprio Rafhael Barbosa, que já colou grau e trabalha para a editoria de Cultura do jornal Gazeta de Alagoas)

Putz! Testas e mãos

Como já sabem, o Putz! está virando categoria. Então, continuando o processo de migração, mais dois posts já publicados aqui no Cassilda. Ah! Dose dupla do jornalista Carlos Nealdo (que eu adoro, diga-se de passagem). Divirtam-se..

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Que testada!

Genteee.. essa ainda tá quentinha, foi na última terça-feira. Mais uma do jornalista Carlos Nealdo! Estou até preocupada que esse rapaz vire pauta permanente aqui no Putz!.

Imaginem vocês: uma pauta de última hora para cobrir na Polícia Federal, bandidos nervosos com as respectivas prisões, uma correria, gente para lá e para cá, e você, humildemente, dá de cara com a porta. O quê? Figura de linguagem? Longe disso! Nealdo meteu a testa MESMO na porta da Polícia Federal. Mas entre sangue e gelo derretido, a matéria tava prontinha no jornal da manhã seguinte.

Ele mesmo conta a história direitinho, vejam lá blog Tapa de Humor.

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O desprazer é todo meu.

O jornalista Carlos Nealdo sai da página principal e vem para a sessão “queimação” do blog.

E eu já começo com aquela desculpa clichê: “No início da carreira..”

Bom.. Nealdo, jovem repórter do jornal Tribuna de Alagoas, foi entrevistar o já falecido Gerônimo Ciqueira da Silva*, então presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal). Na pauta, informações sobre políticas públicas para deficientes físicos, mas nada sobre a aparência física do entrevistado. E Nealdo, o inexperiente repórter, pouco tinha ouvido falar sobre ele..

>> Já imaginou o desfecho? AposDesprazerto que não: é pior que isso!

O repórter entra na sala do presidente da associação e o encontra sentado, baixinho, por trás daquela gigantesca mesa, que deixava pouco da sua cabeça à mostra. O entrevistado falava ao celular, usando a cabeça para apoiar o aparelho sobre o ombro.

Foi aí que aconteceu. Nealdo, o empolgado repórter, aguarda o entrevistado encerrar o telefonema, se aproxima da mesa e estende a mão para cumprimentá-lo, num gesto mais acalourado impossível. Ficaram os dois, o frustrado repórter e o cativante entrevistado, a se olharem por alguns eternos segundos, até Gerônimo receber um tapinha – sem graça – nas costas.

>> A entrevista?? Nealdo jura que não ficou comprometida pelo feito..

(A história acima é verídica e foi relatada pelo próprio Carlos Nealdo, hoje editor do jornal Gazeta de Alagoas. Dizem as más línguas que foi nessa época que ele começou com os trocadilhos..)

* Gerônimo da Adefal, como era conhecido, “era portador de deficiência física, foi uma das crianças vítimas da talidomida – medicamento usado na década de 50 para controlar ansiedade, tensão e náuseas. Em decorrência disso, Gerônimo nasceu, em 12 de agosto de 1956, com uma série de deficiências físicas. Quando consumido nos três primeiros meses de gestação, o medicamento causa a deformação do feto, provocando o encurtamento dos membros junto ao tronco”. (Fonte: G1)

Natural de Mar Vermelho (AL), foi vereador por Maceió por dois mandatos – de 01/01/2001 a 31/12/2004, pelo PPS; e de 01/01/2005 a 31/12/2006, pelo PSB, quando renunciou para assumir o mandato federal. Nas eleições de outubro de 2006, foi eleito deputado federal pelo PFL, com 71.209 votos. Faleceu em 11 de março de 2007, em Brasília, vítima de pneumonia.

Putz! vira categoria

Ulálá!! Vamos usar uma frase super chique agora…

A pedidos… o Putz! deixa de ser uma página à parte e passa a ser uma categoria dos posts do Cassilda. Isso mesmo! Agora fica mais fácil e rápido ter acesso às gafes dos jornalistas e estagiários das Alagoas.

Seguem as publicações antigas, que jamais devem ser perdidas nessa migração. Além disso, é ótimo relembrá-las. Confira!

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Há quanto tempo ele mama?

Há quanto tempo ele mama?E pra começar a coluna com o pé esquerdo, vai uma historinha do jornalista Davi Soares, logo no início da carreira, há cerca de três anos.

Recém-formado, Davi trabalhava como repórter em um programa de tv voltado para a área de saúde, transmitido por uma emissora local. Certo dia, o jovem jornalista saiu da redação com a incumbência de cumprir uma pauta sobre aleitamento materno e, claro, entrevistar alguma mamãe.

Imaginem que a pobre genitora, com seu filhinho de seis meses nos braços, depois de aceitar dar a entrevista para o repórter em questão, foi obrigada a ouvir o seguinte disparate: “Há quanto tempo ele mama?”.

Putz, Davi! O menino não era nenhum taturana e a mamãe não era o Janderlyer, né? Bom, dizem as más línguas que essa senhora até hoje olha para o microfone tentando encontrar alguma resposta à altura para o repórter..

(A história acima é verídica e foi relatada pelo próprio Davi Soares, que hoje é repórter da editoria de Política do Jornal Gazeta de Alagoas. Pra você ver que o seu caso não está perdido..)

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Tem um bloquinho aí?

E quando a gafe é cometida por quem ainda freqüenta a sala-de-aula da graduação? Ah, por experiência própria, posso dizer que é de arrasar o coração, sentir o sangue do corpo se concentrar na cabeça e passar dias a fio, pensando no lamentável ocorrido.

Para quem quer que esteja se sentindo assim e, porventura, estiver dando uma passadinha aqui, vou contar a breve história do primeiro momento, do primeiro dia, do primeiro estágio de uma conhecida de algumas de nós. Coisa leve, só para começar a série. =)

Pois vejam. Nossa colega chegava na agência de notícias onde, a partir daquele dia, prestaria serviços de pauta, reportagem, fotografia e por aí vai – a gente já conhece a rotina de determinados (não raros.. não mesmo!) ambientes de trabalho.E agora?

Ela estava no segundo ano do curso de jornalismo e acabava de ter as primeiras lições básicas da prática profissional. Foi lá com a cara e a coragem. Chegou meio tímida, meio sem saber o que dizer, mas disse e foi contratada para um período de “teste”.

Terminado o papo com a proprietária da empresa, é apresentada para a jornalista responsável pelo turno, que, imediatamente, lhe repassa uma missão: fazer a cobertura de um evento da polícia militar.

Com toda a experiência que não tinha, lá ia nossa colega sair do recinto sem caneta ou qualquer pedaço de papel onde pudesse fazer anotações.

A jornalista pergunta: – Cadê o seu bloco de anotações?

A nova estagiária, sem pestanejar: – Esqueci em casa, pode me emprestar o seu? =S

Nem preciso dizer que ela não esperou o outro dia para comprar um bloquinho, não é?

(A história acima é verídica e foi relatada pela própria estagiária em questão. Mas… como o episódio foi recente, ela preferiu se poupar e não divulgar sua identidade rss)

Putz!

Ei, você conhece o Putz!?

É um lugar especial onde você, que convive no universo da comunicação, conhece as maiores gafes do jornalismo alagoano. Ou, no mínimo, aquelas das quais eu tomo conhecimento. Ah, e você também pode colaborar, relatando sua triste experiência para deixar os outros mais aliviados…

Publicação da semana:

TOCA SANFONA! >> gafe de uma estagiária sobre pauta engavetada. Confira!

Outros Putz! publicados:

O DIA EM QUE FUI TRAÍDO… >> por que nunca confiar em gravador. Se você ainda confia, cuidado!

QUE TESTADA! >> pauta de última hora: uma quadrilha é presa, você tem que correr para não perder a informação e a foto e, simplesmente, dá com a cara na porta. Ah! Literalmente. Dessa até os presos não seguraram a gargalhada…

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Leia outras histórias publicadas aqui!