Criticar ou não criticar?

Ética e princípios morais andam juntos. Ou se têm, ou não se têm.

(Tarciana Santos, sobre ética no trabalho)

Opa, de volta, depois de uma semana sem postar. Peço desculpas às minhas leitoras e meus leitores fiéis – sei que já tenho dois, duas pessoas que me amam, por sinal. Mas isso é só um detalhe. =)

Vamos ao assunto que traz a blogueira de volta ao blog. Ontem tive uma conversa muito produtiva com as amigas Kassia Nobre e Deborah Freire – quase jornalistas: faltam os canudos. Produtiva, principalmente, por trazer à tona a discussão sobre ética no trabalho, passada praticamente em branco na universidade.

Sendo jornalista (futuro bem próximo para nós) e tendo em mãos um produto jornalístico de má qualidade, o que fazer? Criticar o trabalho em questão? Se sim, dentro ou fora do ambiente de trabalho? Diretamente para a/o autor/a ou por meio de superiores? Se não, deve-se deixar a responsabilidade da crítica unicamente nas mãos dos superiores?

Resumindo, foram esses os questionamentos que nos fizemos e tentamos nos responder durante a conversa. Antes de chegar a alguma conclusão, resolvi questionar uma outra amiga, que trabalha na área de engenharia de produção de uma grande empresa, a Tarciana – essa da frase de abertura da postagem.

Eis a resposta dela: “Na minha profissão, a segurança das pessoas é essencial. Se essa segurança é ameaçada, de alguma forma, pelo trabalho irresponsável de um colega, acredito que é meu dever alertá-lo. Se ele não me ouve, não posso ser negligente, levo o problema até meu superior”.

Agora a minha. Ao contrário do que pensam muitos profissionais, consigo comparar o jornalismo a profissões como a medicina ou a engenharia, cada uma com suas especificidades, é claro. Se Comunicação Social também é responsabilidade, como podemos ser negligentes com o mau jornalismo, aquele que lida sem cuidados com as informações repassadas aos leitores?

Afinal, informações irresponsáveis veiculadas pela imprensa já causaram transtornos irreparáveis a muitas vidas. Se não se quer ouvir as críticas e consertar os erros, não é por isso que fecharemos os olhos a eles. É claro, também, que isso não é justificativa criar mal-estar gratuito com colegas de profissão.

Seria isso fantasiar demais a realidade do nosso universo profissional? Está aberta mais uma discussão..