Notas: FLIP e concurso público

Algumas notinhas valem ser reforçadas aqui no Cassilda.

A primeira é que a Festa Literária Internacional de Paraty, a Flip, já tem data para acontecer: de 1º a 5 de julho (imediatamente, lembro-me de Renato Russo). O homenageado deste ano será o escritor pernambucano Manuel Bandeira.

Ainda sobre a Flip, algo em especial me faz querer vender as calças para estar lá. Isso porque ninguém menos que Gay Talese, mestre do jornalismo literário mundial, deve expressar algumas valiosas palavras no evento, além de publicar (no Brasil) o autobiográfico Vida de escritor (2006). Por enquanto, minhas calças permanecem onde estão, pois os ingressos ainda não foram postos à venda. Mais informações: http://www.flip.org.br/

Outra notinha importante é sobre a abertura de edital para o concurso público da Universidade Federal de Alagoas. Para quem anda não soube, há uma vaga para professor efetivo do curso de Comunicação Social. Comunicação Midiática: estudos e teorias contemporâneas é a área de estudo e R$ 6.722,85 é o salário, em regime de dedicação exclusiva. Claro… a vaga está destinada apenas a doutores em Comunicação. Saiba mais: http://www.ufal.edu.br/ufal/utilidades/concursos-e-editais/editais-atuais/Edital27_MCZ.pdf

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“Por trás dos muros” em PDF

A leveza com que trata o tema tão denso consegue criar uma afeição nos leitores por um lugar que, geralmente, é associado a um ambiente sombrio e que deve ser evitado. Sentimento esse, que ao terminar de ler a obra, é anulado por uma curiosidade em ver de perto a realidade vivida por essas pessoas.

Acima, um trecho da crítica que o jornalista Estevão dos Anjos fez sobre meu recém-criado – e ainda não lançado – livro-reportagem, apresentado como Trabalho de Conclusão de Curso em Jornalismo, na Ufal.

Abaixo, os links para a crítica na íntegra e para parte do livro em PDF:

Crítica: “Derrubando preconceitos”

Por trás dos muros em PDF

TCC: finalmente

Entrar em um hospital psiquiátrico é assustador para muita gente. Gente que só ouviu falar de ‘loucos’ pela televisão, pelos jornais, pela igreja, pelos vizinhos. Não é para menos. Ao longo da história, a loucura vem sendo tratada como algo perverso, merecedora de exclusão.

Provavelmente, no entanto, se o primeiro contato com o mundo da loucura fosse em um teatro, atravessar esses muros nãos causasse tanto pavor. Quem sabe, até se tornaria motivo de encanto…

Capa "Por trás dos muros"

Depois de seis meses de trabalho, sendo quatro de pesquisa de campo, e após alguns tostões desperdiçados por causa de correria característica, meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) está pronto para ser avaliado por profissionais da Comunicação Social.

O trabalho, que se propõe ser um livro-reportagem, foi batizado “Por trás dos muros” e busca apresentar o cotidiano e os personagens de um hospital psiquiátrico alagoano, o Portugal Ramalho.

Quem quiser espiar a apresentação (discretamente, claro!), é só aparecer na sala de Recursos Audiovisuais do bloco de Comunicação Social da Ufal, na próxima quinta-feira (19), às 16h.

Depois disso, é bem provável que eu esteja a um passo de modificar a minha descrição no blog… o.O

Gravador: usá-lo ou não usá-lo?

Deixe de ser burra!

(A excêntrica figura popular Tororó do Rojão, em entrevista à quase – falta bem pouco – jornalista Paula Felix. Na ocasião, ela preferiu não usar gravador de voz e pediu, gentilmente, que Tororó repetisse algumas datas. Não deu outra…)

Agradabilíssimo meu último sábado à tarde. As amigas Kassia Nobre e Paula Felix, as jornalistas Carla Serqueira e Erika Morais, uma colega chamada Sumaia (fugiu-me o sobrenome) e eu, estivemos reunidas no Shopping Farol a papear sobre jornalismo.

Livros, revistas e textos avulsos se espalharam sobre a pequena mesa, que ficou ainda menor em meio à nossa sintonia. Estiveram presentes em nossos verbos também os autores Edvaldo Pereira Lima, Heródoto Barbeiro, Eliane Brum, dentre vários outros que serviram de inspiração para nosso entusiasmo.

E no meio do papo, eis que surge a questão: usar ou não usar gravador de voz durante as entrevistas?

Argumentos a favor:

1. Você não corre o risco de se perder na entrevista e terá sempre a fala do entrevistado exatamente como ela foi dita;

2. Enquanto você faz a entrevista, pode observar tranqüilamente o ambiente, facilitando futuras descrições, coisa essencial ao jornalismo literário…

Contra:

1. O gravador pode intimidar o entrevistado e ele corre o risco de perder a espontaneidade;

2. Você pode se acomodar ao uso do equipamento e correr o risco de ficar na mão, caso o bicho resolva não funcionar…

E por aí foi. Conclusão da jornalista Erika Morais: cada entrevista é um caso diferente. Cabe à/ao própria/o jornalista avaliar quando usar ou não o gravador.

Opinião pessoal: concordo com Erika, mas não abro de papel e caneta, mesmo quando utilizo o gravador. Isso me ajuda a não perder de vista os focos da entrevista.

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Aliás, a jornalista Erika Morais – que veio de São Paulo e passa uns dias em Maceió – participa de novo bate-papo no próximo sábado, para quem se interessar em debater sobre jornalismo literário. Por enquanto, o encontro está marcado no Espaço Cultural da Ufal, na Praça Sinimbu, às 14h e 30min. Qualquer alteração informo aqui no blog.

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Aliás 2! A estudante de jornalismo e amiga Paula Felix apresenta seu Trabalho de Conclusão de Curso na próxima quinta-feira à tarde, na Ufal. O tema: uma grande-reportagem perfil sobre… ele mesmo! Tororó do Rojão. Confiram!

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Aliás 3 (último! prometo!): vejam um Putz! exclusivo com o estudante de jornalismo Rafhael Barbosa, que teve um problemão usando um gravador de voz analógico.