Odisséia ao Piauí

ODISSÉIA sf. 1. Viagem cheia de peripécias e aventuras. 2. Série de complicações ou ocorrências variadas e inesperadas.

(Minidicionário Aurélio, Século XXI, Editora Nova Fronteira, 2001, p.529)

Ontem fez uma semana que voltei do Piauí, onde apresentei o trabalho que acabou vencedor da Expocom Nordeste 2009, na categoria livro-reportagem. E fez, também, uma semana que encarei uma viagem repleta de imprevistos, que tornaram a vitória ainda mais interessante. Para quem ainda não ouviu o meu relato eufórico, ei-lo aqui, escrito.

Era o seguinte: há exatas duas segundas-feiras, o produto do meu TCC, o livro-reportagem “Por trás dos muros”, havia sido um dos três nordestinos selecionados para concorrer à etapa nacional do prêmio. Só que para continuar concorrendo, eu deveria, obrigatoriamente, apresentá-lo pessoalmente a julgadores convidados pela organização do Intercom Nordeste, realizado em Teresina, na semana passada.

Aí começou a odisséia. Cadê dinheiro para a viagem de última hora? Ligação a cobrar para um lado, o famoso “toque” para outro… E aí, vamos e convenhamos: não existe coisa mais fofa que uma boa avó. A minha, por exemplo, deixou de fazer a feira e me deu um terço do que eu precisava para comprar a passagem. Um solidário colega de profissão cedeu outro terço e, deixando de pagar o suado plano de saúde deste mês, completei a grana.

O grande problema é que, tenho que confessar, eu não imaginava que o Piauí fosse tão loooonge… Despreocupada, deixei para reservar assento no ônibus na manhã da sexta-feira (15). Minha apresentação estava marcada para a manhã do dia seguinte (sábado, 16).

– Moça, são quantas horas de viagem até Teresina?
– São dezessete horas, talvez um pouco mais por causa da chuva.

Fiquem à vontade para imaginar a minha cara, cá em Maragogi, com a resposta da atendente, lá em Recife. Tendo adiantado grande parte no dia anterior, terminei rapidamente as atribuições que me cabiam para a Gazeta àquele dia.

Pen drive (contendo a apresentação do trabalho) e máquina fotográfica enfiados na mochila, lá fui eu rumo à capital pernambucana, de onde sairia o único ônibus que me faria chegar em Teresina no sábado pela manhã. Como não havia ônibus nem táxis diretos até Recife, o jeito foi usar o transporte alternativo.

A saída do ônibus da rodoviária recifense estava prevista para as 14h e 30min. Passava de meio-dia quando corri para alcançar uma Besta que fazia lotação até o município pernambucano de Barreiros…

[continua]

(Retificando: por volta das 11h, concluído o trabalho para a Gazeta, corri para casa tomar um banho e só lá para meio-dia corri para pegar a lotação)

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