Era uma vez um “tiimm”

O muro vermelho destaca a casa de número 225 na Rua Clarêncio Jucá, localizada no bairro do Farol. Uma fina corrente exposta na parede ao lado do portão é o primeiro sinal de que aquela não é uma casa qualquer. Um pequeno puxão na corrente e… “tiimm”. O som tranquilo do pequeno sino faz as vezes de cigarra e atrai o porteiro que abre entrada para o Centro de Budismo Tibetano Chagdud Kunzang Ling.

Confesso que fiquei surpresa. O trecho acima passou pela edição da Gazeta e foi publicado na edição de domingo (12/04), em matéria sobre a difusão da cultura budista em Alagoas. A surpresa não é à toa. Nem todo editor acharia conveniente a onomatopéia. Há quem avalie, inclusive, que o recurso soou infantil à reportagem e que, sendo retirado, não faria falta.

Não acho. E a explicação é simples. Quando a repórter parou em frente ao portão do centro budista, não encontrou nenhum interruptor semelhante a uma cigarra ou interfone, apenas uma correntinha pendurada por um orifício no muro. E no puxar-ou-não-puxar-eis-a-questão, ela puxou e o sino bateu. A surpresa foi tão significativa, o fato tão inusitado e a sensação tão relevante que ela, a repórter, achou por bem não ocultar o seu causador: o som do sino. Portanto, tiimm”…

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