Crise

Se um de vocês fosse médico e atendesse um paciente doente, o que você falaria pra ele:

– Olha companheiro, você tem um problema, mas a medicina já avançou demais, nós vamos te dar um remédio e você vai se recuperar…

Ou você diria:

– Meu, sifu…

(?)

(Presidente Lula, ao discursar sobre a crise econômica internacional, durante o lançamento do Fundo Setorial do Audiovisual, no último dia 4 de dezembro, no Rio de Janeiro)

hahaha Muito engraçado! Melhor ainda o tucanato hipócrita se doendo com as declarações. Às vezes é ótimo ter o Lula na presidência…

Bom, mas isso aí em cima foi para dizer que o Brasil vai conseguir enfrentar de frente a crise, sem grandes prejuízos ou conseqüências. Enquanto isso…

Um dia antes, dia 3 de deste mês, a mineradora Vale (antiga Vale do Rio Doce) anunciou que já demitiu 1.300 funcionários por causa da falada crise – essa mesma que não causaria nenhum prejuízo ao Brasil. Outras 5.500 pessoas devem entrar em férias coletivas na companhia até fevereiro de 2009. E em Alagoas…

Já tem grande empresa falando em demissões também. Funcionários de setores de engenharia já estão preocupados com conversas de corredores. Eles seriam os primeiros a sucumbir à crise…

do blog As Crônicas do João

do blog As Crônicas do João (www.ascronicasdojoao.blogspot.com)

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4 comentários sobre “Crise

  1. Se é sobre crise:

    “Em um sistema de produção em que toda a trama do processo de reprodução repousa sobre o crédito, quando este cessa repentinamente e somente se admitem pagamentos em dinheiro, tem que produzir-se imediatamente uma crise, uma demanda forte e atropelada de meios de pagamento.

    Por isso, à primeira vista, a crise aparece como uma simples crise de crédito e de dinheiro líquido. E, em realidade, trata-se somente da conversão de letras de câmbio em dinheiro. Mas essas letras representam, em sua maioria, compras e vendas reais, as quais, ao sentirem a necessidade de expandir-se amplamente, acabam servindo de base a toda a crise.

    Mas, ao lado disto, há uma massa enorme dessas letras que só representam negócios de especulação, que agora se desnudam e explodem como bolhas de sabão, ademais, especulações sobre capitais alheios, mas fracassadas; finalmente, capitais-mercadorias desvalorizados ou até encalhados, ou um refluxo de capital já irrealizável. E todo esse sistema artificial de extensão violenta do processo de reprodução não pode corrigir-se, naturalmente. O Banco da Inglaterra, por exemplo, entregue aos especuladores, com seus bônus, o capital que lhes falta, impede que comprem todas as mercadorias desvalorizadas por seus antigos valores nominais.

    No mais, aqui tudo aparece invertido, pois num mundo feito de papel não se revelam nunca o preço real e seus fatores, mas sim somente barras, dinheiro metálico, bônus bancários, letras de câmbio, títulos e valores.

    E esta inversão se manifesta em todos os lugares onde se condensa o negócio de dinheiro do país, como ocorre em Londres; todo o processo aparece como inexplicável, menos nos locais mesmo da produção.”

    Fragmento de ‘O Capital’, Volume 3, Capítulo 30, Capital-dinheiro e capital efetivo, Karl Marx (1818-1883).

  2. eu amei a charge acima.

    e então? a crise nos alcançou?
    o problema não foi o “sifu” do lula para o paciente.
    o problema é que NÓS “sifu”…

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