Campanha

Boa Noite!

(a maioria dos brasileiros diante da televisão, diariamente, assistindo ao Jornal Nacional)

Me senti muito importante essa semana. Como diz o jargão, uma VIP (very important person*). Quase uma diva!

Voltando para casa, depois de mais um dia de trabalhos e estudos, subi num ônibus – em horário diferente do rotineiro – e vi motorista e cobrador me disputando.

Ou melhor: disputando o meu “boa noite”.

Motorista para o cobrador: “Esse é o meu segundo hoje!”
Cobrador: “É o meu terceiro!”

Edilson da Silva é o nome do simpático cobrador, que, naquela noite, liderava a inusitada competição. Disse ele à blogueira que, diante da maioria dos passageiros, ele sente como se não existisse ali, sentado por trás da catraca: “As pessoas entram mudas e saem caladas por aqui, às vezes me sinto ninguém”.

Nesse dia, distribui a Edilson dois “boa noite” e três sorrisos a mais que o de costume. A tirar pela apatia da maioria dos passageiros, desconfio que o motorista, definitivamente, ficou para trás.

Lanço agora a campanha DISTRIBUA UM “BOA NOITE”! Participe!

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* Devidamente corrigido pelo assíduo leitor Mário Júnior. Troquei as bolas e havia usado “people” em vez de “person”. Grata!

Veja também: PUTZ!

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4 comentários sobre “Campanha

  1. Veja o que Willian Bonner disse ao fim do Jornal. (Vídeo do youtube)

    “Boa Noite!” – (Wllian Bonner ao final do Jornal)

    “Cadê meu amor, volta o vídeo!”- (Acássia)

    ¬¬
    “Acássia, isso foi o que ele disse: boa noite. Não tem nenhuma mensagem subliminar!” – (Eu)

    ¬¬

  2. Pois é, essa citação de abertura eu já conhecia. É o que uma porcentagem considerável de telespectadores dizem de maneira mecânica ao William Bonner. Não é o meu caso.

    A disputa entre o cobrador e o motorista parece engraçada. Foi você que os cumprimentou primeiro ou eles que te cumprimentaram?

    Ah, mas não são só os cobradores e motoristas de ônibus que sofrem com essa “invisibilidade social”. Garis, faxineiros, auxiliares de serviço geral, caixas de supermercado etc são constantemente desprezados/despercebidos pela maioria das pessoas.

    Algumas pessoas esquecem de dar um cumprimento por pressa ou pragmatismo. Mas outras por sentirem-se numa posição de superioridade pelo status social que possuem frente aqueles trabalhadores mais humildes. O problema reside nessa segunda categoria de modo de ação.

    PS: VIP é abreviação para Very Important “Person”. 😉

  3. Pois é, infelizmente a cordialidade está se perdendo nesse cotidiano maluco que a gente vive! E tudo seria tão mais leve se esses hábitos de gentileza continuassem em prática, mesmo com a correria do dia-a-dia. Existem N fatores que contribuem pra isso: o stress diário, o mecanismo que as pessoas acabam adotando durante o dia ao realizar as tarefas do cotidiano, a velha e conhecida falta de educação, e até preconceito mesmo com pessoas que exercem certas profissões desvalorizadas pela maioria, aí as pessoas acabam se achando mais importantes que outras… o que é uma idéia idiota!

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