Sábado na praia

Quando acabam os sonhos ou acabam as dúvidas é que acabou a vida.

(a nova blogueira que, depois de uma dúvida gramatical cruel, foi questionada se “jornalista” tinha esse tipo de dúvida. Esse e outros tantos, digam! É o que nos move…)

E enquanto continuam as discussões sobre uma possível privatização da Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas (Uncisal), há um grupo de estudantes da universidade que não quer esperar ver o final da história para resolver se mobilizar.

Numa caminhada pela orla da Ponta Verde, no último sábado, fui parada por duas alunas de medicina que me explicaram rapidamente o que acontece com a Uncisal e me pediram para assinar um abaixo-assinado contra a falada privatização. Assinei e trouxe comigo um panfleto explicativo sobre o movimento dos estudantes. Eis uma parte do texto:

Sob a falsa justificativa de que a Uncisal e seus hospitais prestam atendimento ruim e que não estão ligados ‘à rede’, o Governo do Estado e a Sesau [Secretaria Estadual de Saúde] querem tomar os hospitais da Uncisal, tentando manipular a opinião pública com inverdades. Não permita esse ataque contra o seu direito a uma saúde gratuita de qualidade.

Explicando: a Uncisal, hoje, administra os Hospitais Escola Hélvio Auto (antigo HDT) e Portugal Ramalho e a Maternidade Santa Mônica. Dentre as alternativas para solucionar os problemas de funcionamento e atendimento da universidade e de suas unidades de saúde, duas chamam a atenção: o retorno dos hospitais ligados à Uncisal para administração direta da Sesau e a possibilidade da criação de uma fundação ou de uma entidade privada para administrar a rede hospitalar.

Esta última encontraria forte oposição no Ministério Público Estadual, segundo a assessoria do órgão. E, se vale ressaltar, minha também. Afinal, meu plano de saúde – o grande S.U.S. – tem certa alergia a instituições privadas.

Segundo as alunas, centenas de assinaturas já foram recolhidas. Devo dizer que acredito nesse movimento estudantil que sai das discussões somente “macro” e vai para as ruas, em pleno sábado à noite, conversar com a população.

ps.:Ah, o sábado à noite.. Foi ótimo! Clima agradável, ótima companhia e um “quê” de novidade, já que fazia tempo que não curtia o friozinho da praia..

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Um comentário sobre “Sábado na praia

  1. A verdade é que a luta é micro mesmo.

    Alguém tem que fazer alguma coisa em algum momento.

    E você está fazendo a sua.

    Parabéns pelo blog, amor!

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