Posts tagged ‘carlos nealdo’

Putz! Testas e mãos

Como já sabem, o Putz! está virando categoria. Então, continuando o processo de migração, mais dois posts já publicados aqui no Cassilda. Ah! Dose dupla do jornalista Carlos Nealdo (que eu adoro, diga-se de passagem). Divirtam-se..

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Que testada!

Genteee.. essa ainda tá quentinha, foi na última terça-feira. Mais uma do jornalista Carlos Nealdo! Estou até preocupada que esse rapaz vire pauta permanente aqui no Putz!.

Imaginem vocês: uma pauta de última hora para cobrir na Polícia Federal, bandidos nervosos com as respectivas prisões, uma correria, gente para lá e para cá, e você, humildemente, dá de cara com a porta. O quê? Figura de linguagem? Longe disso! Nealdo meteu a testa MESMO na porta da Polícia Federal. Mas entre sangue e gelo derretido, a matéria tava prontinha no jornal da manhã seguinte.

Ele mesmo conta a história direitinho, vejam lá blog Tapa de Humor.

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O desprazer é todo meu.

O jornalista Carlos Nealdo sai da página principal e vem para a sessão “queimação” do blog.

E eu já começo com aquela desculpa clichê: “No início da carreira..”

Bom.. Nealdo, jovem repórter do jornal Tribuna de Alagoas, foi entrevistar o já falecido Gerônimo Ciqueira da Silva*, então presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal). Na pauta, informações sobre políticas públicas para deficientes físicos, mas nada sobre a aparência física do entrevistado. E Nealdo, o inexperiente repórter, pouco tinha ouvido falar sobre ele..

>> Já imaginou o desfecho? AposDesprazerto que não: é pior que isso!

O repórter entra na sala do presidente da associação e o encontra sentado, baixinho, por trás daquela gigantesca mesa, que deixava pouco da sua cabeça à mostra. O entrevistado falava ao celular, usando a cabeça para apoiar o aparelho sobre o ombro.

Foi aí que aconteceu. Nealdo, o empolgado repórter, aguarda o entrevistado encerrar o telefonema, se aproxima da mesa e estende a mão para cumprimentá-lo, num gesto mais acalourado impossível. Ficaram os dois, o frustrado repórter e o cativante entrevistado, a se olharem por alguns eternos segundos, até Gerônimo receber um tapinha – sem graça – nas costas.

>> A entrevista?? Nealdo jura que não ficou comprometida pelo feito..

(A história acima é verídica e foi relatada pelo próprio Carlos Nealdo, hoje editor do jornal Gazeta de Alagoas. Dizem as más línguas que foi nessa época que ele começou com os trocadilhos..)

* Gerônimo da Adefal, como era conhecido, “era portador de deficiência física, foi uma das crianças vítimas da talidomida – medicamento usado na década de 50 para controlar ansiedade, tensão e náuseas. Em decorrência disso, Gerônimo nasceu, em 12 de agosto de 1956, com uma série de deficiências físicas. Quando consumido nos três primeiros meses de gestação, o medicamento causa a deformação do feto, provocando o encurtamento dos membros junto ao tronco”. (Fonte: G1)

Natural de Mar Vermelho (AL), foi vereador por Maceió por dois mandatos – de 01/01/2001 a 31/12/2004, pelo PPS; e de 01/01/2005 a 31/12/2006, pelo PSB, quando renunciou para assumir o mandato federal. Nas eleições de outubro de 2006, foi eleito deputado federal pelo PFL, com 71.209 votos. Faleceu em 11 de março de 2007, em Brasília, vítima de pneumonia.

11 de abril de 2009 at 1:08 1 comentário

Flagra forjado

Fala Cassilda!

Flagra celular

Dizem as más línguas da redação da Gazeta que quem estiver à procura de um celular, encontrará um em minha banca. Tudo mentira, fama injusta.

Na foto, um flagra forjado, adivinha por quem! Carlos Palhacealdo, é claro. E no detalhe do computador, o blog:

Celulares

24 de janeiro de 2009 at 2:54 10 comentários

Vida…

A vida é um precipício a cada segundo.

(jornalista Carlos Nealdo)

Lamento o acidente que matou o jornalista Roberto Braga, repórter da TV Gazeta. Eu o conhecia há pouco tempo, mas em todas as ocasiões em que estivemos juntos, ele se mostrou um dos caras mais humanos que eu conheci, sempre disposto a compartilhar idéias e conhecimentos.

Uma pena o que aconteceu. Meus sinceros sentimentos à família, em especial à mulher amada, com quem ele casaria em breve. Que fiquem as boas lembranças..

5 de dezembro de 2008 at 22:01 1 comentário

Juventudes

| Caverninha do Drogão |

(mais um divertidíssimo trocadilho do jornalista Carlos Nealdo: uma sugestão inicial para o bigode* da matéria sobre a prisão do traficante conhecido como “Caverninha” – Gazeta de Alagoas, 06/11/08)

Apesar de estar provisoriamente afastada da Revista Viração**, por motivos acadêmicos, carrego sempre comigo a vontade de contribuir com o universo jovem, o meu universo. E também carrego a curiosidade sobre esse universo, tantas vezes deixado de lado por nossas políticas públicas.

Foi assim que conheci o estudante Natan dos Santos, de 17 anos. Enquanto esperava um ônibus para voltar para casa, na última terça-feira à noite, vários adolescentes, vestidos com a mesma farda, saíam de um colégio privado ao lado do ponto, no bairro Farol. Um deles era Natan, que sentou ao meu lado.

Logo puxei conversa e ele explicou que todos participavam de um curso intensivo para o vestibular da Universidade Federal de Alagoas, oferecido pelo próprio colégio, ao preço de R$ 50,00. E me disse que vai concorrer a uma vaga para o curso de Medicina***, porque sonha em ser pediatra.

Questionei se a escolha era resultado da pressão de familiares ou do desejo de certo tipo de status – característico da profissão -, mas ele foi enfático ao dizer que “não”: “Ser pediatra não significa ganhar dinheiro, tenho amigos que me dizem isso. Eu simplesmente não me imagino fazendo outra coisa da vida”.

Ele, como tantos jovens, só tem 17 anos, mas é obrigado a fazer a escolha do que quer fazer “pelo resto da vida” agora. Ruim? Não se pensarmos que ele é “privilegiado” por poder fazer essa escolha, por ter grandes chances de conquistar a vaga no curso de Medicina e, anos depois, disputar uma vaga no mercado de trabalho, em situação de igualdade com os “colegas”.

Conheço outros jovens – de 17 anos, como o Natan – que não têm muitas opções de escolha e são obrigados a escolher seguir em frente mesmo assim. Ou “foram” obrigados, pois muitos deles já morreram. Outros estão sendo presos pela polícia. Outros serão linchados amanhã pela população. Cabe o clichê: e assim segue a geração do futuro…

* Bigode: é o fio que separa duas matérias, ou partes de uma mesma matéria (textos, fotos etc.) e que deixa pequenos claros em suas extremidades por serem menos largo do que os elmentos que separa (in Barbosa e Rabaça, Dicionário da Comunicação).

** Vale divulgar: o Projeto/Revista Viração acaba de ganhar o II Prêmio Visibilidade das Políticas Sociais e do Serviço Social, na categoria Jornalismo Impresso – concedido pelo Conselho Regional de Serviço Social do Rio de Janeiro – pela Edição Especial de Educação em Direitos Humanos.

*** Concorrência: a Comissão Permanente do Vestibular (Copeve) da Ufal divulgou nessa semana a lista da concorrência para o Processo Seletivo Seriado (PSS) 2009. São mais de 46 mil candidatos concorrendoàs vagas. O curso de Medicina é, como sempre, o mais concorrido, com 25 candidatos por vaga. As provas serão realizadas nos próximos dias 23, 24, 25 e 26.

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Veja também: Putz!

7 de novembro de 2008 at 6:57 1 comentário

Introdução

Nunca espirre para dentro

(conselho do jornalista Carlos Nealdo para problemas amorosos)

Conversando com ele – ele mesmo, o grande conselheiro Nealdo -, chegamos à conclusão de que existem dois tipos de jornalismo e de jornalistas: o “bonzinho” e o “mauzão”. Ambos fazem (ou deveriam) seus trabalhos da melhor forma possível, com o profissionalismo que lhes é exigido. O primeiro atua nas assessorias de comunicação, o segundo nas redações. Como é fato, infelizmente necessário, muitos jornalistas acabam trabalhando nos dois lados da coisa. Mau mesmo é quando esses lados começam a se confundir. Aí o jornalismo se confunde também.

1 de novembro de 2008 at 19:35 4 comentários


Sobre o Fala Cassilda!

Um blog que adquire novas formas e conteúdos a cada post. Para que tantas definições?

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Acássia Deliê

"Acorda Cassilda! Levanta pra comer, Cassilda! Não estou ouvindo, fala Cassilda! Ai, Cassilda, você não tem medo de me matar do coração?" Cassilda sou eu, pelas palavras da minha avó. Meu lazer preferido é chegar em casa em surdina e dar-lhe o maior susto, seguido de gargalhadas e abraços. Acássia Deliê é jornalista, formada pela Universidade Federal de Alagoas e há tempos vinha pensando em criar um blog. Cá estamos...

 

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