Archive for março, 2011

Seu Gógli

Na fila do banco, atendo ao telefonema da minha avó:

- Deliê, chegou uma carta aqui em casa pra você.

- Certo, de quem?

- Do “Seu Gógli”.

- De quem??!!

- Do “Seu Gógli”.

- Vozinha, por favor soletre o nome desse distinto senhor…

- G-O-O-G-L-E. Gógli.

De repente, todos no banco observavam a minha crise de riso.

Coisas que só a minha avó proporciona. Vale até um Putz!, não acham?!

;)

31 de março de 2011 at 15:35 2 comentários

Como esquecer

Os livros são sempre companheiros. A leitura da vez é “Como esquecer”, da escritora Myriam Campello. A obra inspirou o filme brasileiro homônimo, dirigido por Malu de Martino.

A seguir alguns trechos do livro:

Quando alguém diz eu te amo para sempre, tenha certeza que você só tem uma opção: acreditar, babaca. Eu acredito em amor eterno, Papai Noel, coelhinho da Páscoa e que todo sofrimento tem fim.

E essa missão de morte me humilha, obrigada que sou a dar marcha a ré e demolir com violência a construção que eu mesma levantei amorosamente, dinamitar memórias e paisagens talhadas para os séculos. Não saio para não ver uma cidade retorcida, ainda fumegando.

Estou abúlica, monomaníaca demais para ser boa companhia. Alguns [amigos] se cansam. O mundo contemporâneo mostra-se pouco à vontade ante uma dor que excede seus prazos exíguos. O sofrimento alheio dá enjôo. Pouco importa que se tenha perdido tudo. E daí? – pensam, tricando a torradinha. A tese de Hugo é a de que a reação dos outros é inveja recalcada: as pessoas se vingam de tantos anos de felicidade a que tiveram que assistir do sereno.

Tento puxar da vala comum uma autoestima sobressalente para enfrentar as marés que se quebram contra minha nau afundando.

29 de março de 2011 at 21:29 1 comentário

1502 dias

Quando o Sol acorda, os pingos rolam quentes pelo rosto. É quando os cílios cerram com força, tanta força que o corpo levanta e vai para a vida. A menina reexperimenta o lado escuro da luz e novamente percebe que os espaços são insuficientes. E cai. Desta vez, os joelhos não têm mais força para ir ao chão clamar por aquele amor (ele existiu?). Vem então a lembrança daquele dia de Sol, quando uma forte chuva veio e a menina ouviu, mesmo que ninguém tenha dito: “agora é só você”. Aquela frase reduziu os sorrisos em seu rosto – dizem por aí que a menina ficou até pesada. A mesma frase parece ecoar agora, em meio a mais uma tempestade. A menina só espera pelo dia em que o Sol vai acordar e os pingos quentes não mais rolarão. Aí terá a certeza de que ela morreu. Por enquanto, ela só agoniza.

11 de março de 2011 at 22:02 Deixe um comentário


Sobre o Fala Cassilda!

Um blog que adquire novas formas e conteúdos a cada post. Para que tantas definições?

Já viu isso?

Acássia Deliê

"Acorda Cassilda! Levanta pra comer, Cassilda! Não estou ouvindo, fala Cassilda! Ai, Cassilda, você não tem medo de me matar do coração?" Cassilda sou eu, pelas palavras da minha avó. Meu lazer preferido é chegar em casa em surdina e dar-lhe o maior susto, seguido de gargalhadas e abraços. Acássia Deliê é jornalista, formada pela Universidade Federal de Alagoas e há tempos vinha pensando em criar um blog. Cá estamos...

 

março 2011
D S T Q Q S S
« out   mai »
 12345
6789101112
13141516171819
20212223242526
2728293031  

Gostou? Que tal divulgar?

É só colar o banner abaixo no template do seu blog. Veja como fazer AQUI!

Aparece aqui mais tarde?

  • 20,941 acessos
No Cassilda, agora:

Siga o blog no Twitter


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.