Archive for março, 2010
Brasil
[e depois - na verdade ainda digerindo - da patética cobertura "sensacionalística" sobre o "caso Isabella Nardoni"...]
Dourado vencendo o BBB10… (inevitável saber)
Serra liderando pesquisas eleitorais… (possível não saber, mas saudável procurar)
Que falta mais para encaretar (sim, foi um respeitoso eufemismo) o país?
EXCLUSIVO: peritos descobrem quem comeu os ovos de Páscoa de Isabella Nardoni
Depois da última polêmica no caso Isabella Nardoni – quem comeu os ovos de Páscoa guardados no armário da menina? – um novo fato chamou a atenção dos peritos e pode provocar uma reviravolta no caso. Durante o 14° dia de julgamento dos dois réus – pai e madastra – acusados de atirar Isabella pela janela do apartamento, uma testemunha ocular afirmou ter visto o pai da garota, Alexandre Nardoni, “soltar flatulências” na sala do júri.
De acordo com Maria Maria é um Dom, estudante de Comunicação Social, já formada em Direito e pós-graduada em Marketing Jurídico, com ênfase em Exposição MultiMidiática, Alexandre teria começado a ficar roxo, por volta das 19h de hoje, enquanto Anna Carolina Jatobá, madastra má de Isabella, prestava depoimento.
“Ele se mantinha o tempo todo irônico, dando risadinhas, até que fechou a cara e começou a mudar de cor. Nesse momento, deu olhadinha de relance para os sete jurados, acho que para ver se estavam olhando pra ele, deu uma discreta mexida na cadeira e, segundos depois, voltou à cor normal”, detalhou Maria Maria, antes de apresentar o detalhe mais importante: “Aí foi quando todo mundo lá dentro começou a se incomodar com um fedor que não sabiam de onde vinha”.
Os ovos de Páscoa
A estudante/advogada/pós-graduada, que dormiu na porta do Tribunal de Justiça para assistir o julgamento, não perdeu tempo e procurou as autoridades para comunicar o que testemunhou. Abismados com a revelação, os peritos acham que agora, sim, já podem dizer o que realmente aconteceu no dia do crime.
“Estava faltando uma peça nesse quebra-cabeça que, acredito, agora já pode ser montado. No dia do crime, Alexandre Nardoni comeu os ovos de Páscoa de Isabella e soltou flatulências dentro do carro”, concluiu o perito Armando Resultado. “Enciumada porque a menina Isabella também havia cheirado os gases do pai, Anna Carolina Jatobá feriu a criança com um tesoura. Alexandre, então, levou a menina para o apartamento e, com medo de que fossem descobertos seus problemas intestinais, jogou a menina pela janela”, continuou o perito Armando.
Confinamento
Agora, os promotores desconfiam que o advogado que defende o casal Nardoni confinou a mãe de Isabella na casa do BBB10, a impedindo de participar do julgamento, para que ela não revelasse o segredo para o júri. Com a reviravolta, o julgamento agora deve se prolongar por mais 127 dias, com o arrolamento de mais 98 testemunhas, inclusive um homem que subiu no elevador junto com Alexandre e diz que pode ter sentido, talvez, um cheiro estranho.
A estudante/advogada/pós-graduada Maria Maria é um Dom promete acompanhar de perto o desenrolar da história, já que conseguiu uma vaga gratuita para assistir o julgamento de camarote e, “quem sabe”, diz ela, “até algum emprego por aí”.
Quem comeu os ovos de Páscoa de Isabella Nardoni?
Parece brincadeira, mas, incrivelmente, não é. Durante o famigerado julgamento do “casal Nardoni”, Anna Carolina Jatobá e Alexandre Nardoni, ambos acusados de matar a menina Isabella, em 29 de março de 2008, uma discussão à parte surge entre os depoimentos desta terça-feira: afinal, os policiais civis que investigaram a cena do crime comeram ou não comeram os ovos de Páscoa?
Explico: de acordo com o blog do site global G1, que acompanha o julgamento em tempo real, o pai de Alexandre Nardoni, o advogado Antonio Nardoni, acusa os investigadores de remexerem o apartamento de onde Isabella teria caído. Entre outras travessuras, os policiais teriam comido os ovos de Páscoa que o casal – pai e madastra da menina – guardava em casa.
Diz o texto publicado no G1, sobre o depoimento da delegada Renata da Silva Pontes, responsável pelo indiciamento de Alexandre e Anna Carolina:
“A delegada disse que ao abrir um armário no quarto de Isabella encontrou, de fato, ovos de chocolate. ‘Mas ninguém da minha equipe comeu’”.
Diante do fato – registrado oficialmente até onde posso concluir – pode-se pensar que a tosca afirmação vem de um pai/avô acuado pelas acusações de ter, ele mesmo, manipulado a cena do crime. Pode-se questionar, os menos esclarecidos, qual a relevância do detalhe para a decisão do júri. Pode-se até criticar o blog pela tosca publicação. Confesso que, quando li, caí na gargalhada. Lembrei-me das mais toscas cenas de filmes do tipo Academia de Polícia, daqueles que assistia na Sessão da Tarde.
Mas o que é tosco mesmo é não poder acreditar completamente no trabalho dos integrantes de uma instituição tão desacreditada e com uma imagem tão desgastada como a Polícia Civil brasileira. E que continua a ser desgastada com investigações frágeis e acusações desse tipo. Quem comeu os ovos de Páscoa dos Nardoni provavelmente nunca saberemos, mas temos ainda mais motivos para acreditar na forte influência da opinião pública no desenrolar do caso. Afinal, você seria capaz de colocar a mão no fogo pela investigação?
O Pianista do Silencioso
Depois de maravilhosos quinze dias de viagem ao Rio de Janeiro – cidade, aliás, que não é tão maravilhosa assim, como dizem, como cantam, como escrevem, como divulgam… – estou desafiando minha caduca internet e tentando dar continuidade às postagens por aqui, no Fala Cassilda!. Resolvi ousar. Não para possíveis leitores, mas para mim mesma. Decidi utilizar o blog também para compartilhar minhas leituras e falar um pouco sobre elas. Quem sabe, num futuro, até me sinta à vontade para comentá-las e criticá-las.
Para começar, uma obra de um alagoano. “O Pianista do Silencioso”, de Carlos Nealdo dos Santos. Um livro ficcional sobre a chegada do cinema a Rio Branco, no interior pernambucano, e como ele influencia no cotidiano e na vida pessoal dos moradores. O cinema, segundo o próprio autor, é que é o protagonista dessa história, recheada ainda com pitadas de romances e uma pesquisa bibliográfica de tirar o fôlego.
No cenário mundial entre 1917 e 1934, ficção e realidade se entrelaçam na história criada por Nealdo, que, além de escritor, é jornalista. Com a sensibilidade e o humor característicos, o autor cria elementos para que o leitor sorria em alguns momentos, gargalhe em outros – durante as aventuras do garoto Xié, por exemplo – e se emocione em mais alguns, como no desfecho do caso de amor entre os personagens Dago e Biana.
O livro, lançado pela Edufal, em 2007, foi vencedor do Prêmio Alagoas em Cena, em 2006, na categoria Literatura/Romance. Exemplares à venda no site da própria editora.
Agora estou envolvida no fantástico livro-reportagem “Chico Mendes – Crime e Castigo”, do jornalista Zuenir Ventura. Em breve falo sobre ele.






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